Adísia Sá é professora, escritora, jornalista, e nas entrelinhas da vida passou por inúmeras experiências. No próximo dia 7 de novembro completará 80 anos, com a disposição inabalável, pra invejar muitos jovens. Ainda traz, da mocidade, o gosto pelo vinho do Porto, pelo jornalismo e, principalmente, pela vida. Entre suas leituras preferidas estão Aristóteles, Maquiavel e Santo Agostinho, no entanto para não citar sempre os mesmos, ela mesma escreve, dia a dia, sua filosofia. Sempre independente, estudou, virou gente, feito sua mãe mandava. Mas foi o que ela, Adísia Sá, quis. Sua relação com o jornalismo poderia ser definida como um casamento, mas na verdade, é pouco para limitar essa relação. O jornalismo lhe foi um amante, na amplidão do termo. Tanto que, depois dos 50 anos de convivência, ela ainda o quer com a intensidade dos primeiros encontros. A vida dedicada ao jornalismo, lhe deixa na condição de falar com propriedade do cenário atual. Mesmo sendo do tempo das redações a todo o vapor pelas máquinas de escrever, ela destaca os meios digitais. Adísia é do tempo do diploma de jornalista e acredita ser importante a formação, mas afirma que se alguém vai sair bom da universidade, depende do aluno. Aos 80 anos, tira suas próprias conclusões da vida. Reconhece as finitudes. Envelhece sem perder os sonhos e conserva certa infância. "Estou no mundo. Estou na vida. Eu vivo. Não tenho rancor. Não sou santa, assumo meus pecados. Nunca desejei nada que não pudesse ter, nem meus amores".Fonte: O Povo on-line
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